quinta-feira, 14 de outubro de 2010

FHC e Lula


Disse hoje o Fernando Henrique, sobre o Lulla:

"Estou calado há muitos anos ouvindo. Agora, quando o presidente Lula vier, como todo candidato democrata eleito, de novo, perder a pompa toda, perder o monopólio da verdade, está desafiado a conversar comigo em qualquer lugar do Brasil. No PT que seja", discursou FHC.
Segundo FHC, não é para enumerar as ações de cada governo. "É para ter firmeza, olhando cara a cara do outro, ver dizer as coisas que diz fora do outro. Quero ver o presidente Lula que votou contra o real, que fez o PT votar contra o real, dizer que estabilizou o Brasil. Não precisa disso. Lula fez coisas boas, que reconheço. Agiu bem na crise atual, financeira. Para que, meu Deus, ser tão mesquinho? É isso que eu quero perguntar para ele. Por que isso, rapaz? Você pegou uma boa herança. Usou. Aumentou. E o Serra vai usar as duas. Vai usar as duas. Vai fazer mais".

Não há comparação entre os dois. O FHC foi um cara fundamental para o país. Está acima desses ataques ridículos do programa do PT. É até constrangedor ver e ouvir as bobagens que eles falam. Como diz o Victor, dá a "vergonha alheia".
O Lulla não. O Lulla é um cara menor. Não tem estatura de um Presidente da República. Ele é amigo do Ahmadinejad. Ele tem uma cobertura em São Bernardo. Ele viveu de graça por anos numa casa de um "cumpanheiro". A filha Lurian estudou em Paris com despesas pagas pelo mesmo amigo. O Lulla tem o rabo preso.
Eu acho inadmissível uma figura tão pequena como o Lulla ter o desplante de falar mal do FHC. É a demonstração de sua pequenez.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Queens of the Stone Age - QOTSA


Ontem no SWU teve o show do QOTSA. Passou no Multishow.
Foi talvez o melhor show ao vivo que eu já vi (visto na tv, claro).
Sou fã do grupo. O rock é pesado, com guitarras distorcidas num tom grave, a bateria é enfática (termo meio esquisito, mas define o estilo), firme, tem uma base meio gótica do teclado e o baixo é avassalador (...). Para coroar, o líder, cantor e guitarrista principal Josh Homme é um cara muito acima dos melhores tanto como cantor como guitarrista, além de ser o compositor das músicas. É gênio.
A banda tem uma das maiores músicas do rock em todos os tempos, a No One Knows. Quem nunca escutou, tente escutar. A versão ao vivo de ontem teve um intervalo, numa hora em que o baixo fica marcando o ritmo sozinho, e o público acompanhou com palmas e cantando o refrão, não sei se foi premeditado mas o Homme até parou e se admirou com a reação da plateia.
Todas as músicas foram pesadas, ensurdecedoras. Mas não são pesadas do tipo Sepultura, são rocks pesados com melodia. Aliás, talvez a maior característica do QOTSA é a linha melódica das canções. Os solos são harmoniosos, melódicos.
Espero que o Multishow coloque em HD. No analógico já foi demais.
Imperdível!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ativista chinês ganha Prêmio Nobel da Paz

Cartazes pedem a libertação do dissdente chinês Liu Xiaobo durante protesto por democracia na China
E o Lulla ficou chupando o dedo de novo...
O ativista chinês Liu Xiaobo ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2010. Professor e defensor da democracia na China, Xiaobo está preso desde dezembro de 2008. Ele foi condenado a 11 anos de prisão por ter publicado um manifesto em defesa da liberdade de expressão e de eleições multipartidárias no país. Ele vai receber um prêmio de U$ 1,5 milhão (cerca de R$ 2,7 milhões).

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Mick Taylor

Acabei de assistir no Multishow HD uma apresentação do Mick Taylor, ex-guitarrista dos Rolling Stones. O show é recente, talvez de uns 2 ou 3 anos. Ele está bem velho, barrigudo, mal vestido, com a barba por fazer, cantando meio estranho, mas tocando muita guitarra, principalmente slide.
Inclusive tocou uma música dos Stones, do Begaar´s Banquet. A guitarra é basicamente Mick Taylor dos Stones.
Mas é estranho ver um guitarrista dos Stones tocando com uma banda estranha. O baixista é um japonês que toca sentado. O guitarrista é um altão careca que parece o Frankstein.
Eu nunca entendi, e pouco pesquisei, é verdade, por que o MT deixou os RS. Ele participou dos 4 principais álbuns da banda, os lendários Let it Bleed, Sticky Fingers, Exile on Main Street e It´s Only R&R. Só os melhores discos dos Stones. Por que saiu? Não tenho a menor ideia.
Mas sua saída foi coberta pelo Ron Wood, que eu considero, além de muito feio, um guitarrista inferior. Ao menos tecnicamente.
Mick Taylor não fez uma carreira solo de sucesso.
E os Rolling Stones não fizeram mais discos como os 4 com ele.
São os mistérios do mundo do rock. Como pode um excelente guitarrista sair da maior banda de rock do mundo, no auge, para sumir de cena?
Mas o véio toca muito.

domingo, 3 de outubro de 2010

Mais uma frase boba do Lulla

Nosso relativamente incapaz presidente disse ontem em SP:
"Alguns senhores não se deram conta que as pessoas da senzala estão dentro da casa grande, e que as pessoas precisam conviver democraticamente com a diversidade", declarou o presidente.
Dentro de seu estilo bêbado-alucinado, esse sujeito (usando a mesma expressão que ele usou ao se referir ao Alckmin, na sexta-feira, em comício) prega, descaradamente, a luta entre as classes.
Como durou 8 anos no poder?

sábado, 2 de outubro de 2010

Detalhes do roubo do cofre

Para ilustrar o texto anterior, publico um artigo que saiu no blog do Augusto Nunes, da Veja.
Esclarecedor.


O assalto que Dilma ajudou a planejar

Domitila Becker
A noite estava chegando quando as duas camionetes estacionaram numa ladeira do bairro de Santa Tereza, no Rio. Armados de revólveres e granadas, 11 homens e duas jovens desembarcaram e, em movimentos rápidos, invadiram o casarão onde morava Ana Benchimol Capriglione, amante do ex-governador paulista Adhemar de Barros, famoso pelo bordão “rouba, mas faz”. Na hora do crepúsculo de 18 de julho de 1969, começava o maior assalto praticado durante a ditadura militar por grupos partidários da luta armada.
Disfarçados de policiais à caça de documentos considerados subversivos, os invasores se espalharam pela mansão. Enquanto alguns subiam ao segundo andar para localizar o cofre, outros imobilizaram moradores e empregados, furaram os pneus dos carros estacionados na garagem e cortaram as linhas telefônicas. A operação durou exatamente 28 minutos. E enriqueceu em US$ 2,4 milhões (cerca de R$ 30 milhões em valores atuais) a VAR-Palmares, organização comunista que tinha entre seus mais ativos militantes a universitária mineira Dilma Rousseff. “A gente achava que o golpe ia ser grande, mas não tinha noção do tamanho”, disse Dilma numa entrevista publicada em 2006.
O cofre de mais de 200 quilos rolou pela escadaria de mármore, foi colocado numa das camionetes e levado até um “aparelho” ─ termo que identifica os endereços onde moravam ou se reuniam os partidários da luta armada ─ em Jacarepaguá. Ali, com o uso de maçaricos, consumou-se o arrombamento do cofre que fora previamente inundado para evitar que o dinheiro se queimasse. As cédulas secaram depois de estendidas em varais e expostas a ventiladores. Eram parte da fortuna do ex-governador de São Paulo. A informação de que estavam sob a guarda da amante foi transmitida à VAR-Palmares por Gustavo Buarque Schiller, um sobrinho de Ana Benchimol que acabara de filiar-se à organização.
Entre os participantes da ação estavam Carlos Minc, deputado estadual e ex-ministro do Meio Ambiente do governo Lula, e Carlos Franklin Paixão de Araújo, segundo marido e pai da única filha de Dilma Vana Rousseff Linhares, ou Estela, ou Wanda, ou Marina, ou Maria Lúcia, ou Luiza. Embora tenha ajudado a planejar todos os assaltos do grupo, Dilma não figurou entre os invasores do casarão. Providenciou o armamento, guardou o dinheiro e ajudou a distribuir o produto do roubo.
O assalto foi concebido para evitar a falência financeira da VAR-Palmares, fruto da fusão da  Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), liderada por Carlos Lamarca, com o Comando de Libertação Nacional (Colina), onde Dilma debutou na luta armada aos 20 anos, a convite do primeiro marido, o jornalista Galeno Magalhães Linhares. “O Colina foi uma das poucas organizações a fazer a pregação explícita do terrorismo”, escreveu o historiador Jacob Gorender, que esteve preso com Dilma no presídio Tiradentes, em São Paulo.
O destino dos US$ 2,4 milhões permanece envolto em mistério. Uma das versões mais difundidas garante que vários militantes receberam US$ 800 cada um “para emergências” e cerca de US$ 1 milhão foi consumido na aquisição de armas e carros, no pagamento do aluguel dos aparelhos e na compra de áreas para adestramento de guerrilheiros. O embaixador da Argélia no Brasil, Hafif Keramane, foi contemplado com mais US$ 1 milhão para continuar fazendo a ponta com os militantes exilados. Outros US$ 250 mil foram depositados em contas secretas da Suíça e, posteriormente, divididos entre os remanescentes da VAR-Palmares. No livro “A Ditadura Escancarada”, o jornalista Elio Gaspari informa que o cofre do Adhemar permitiu que parte da cúpula da VAR-Palmares deixasse de vagar por pequenas casas de subúrbio e se instalasse numa chácara em Jacarepaguá, equipada com carro estrangeiro e falso motorista.
A fortuna precipitou a desunião. Três meses depois da mais lucrativa ação desde o início da luta armada, a VAR-Palmares foi rachada ao meio. Carlos Araújo e Dilma se juntaram aos companheiros da Vanguarda Armada Revolucionária (VAR), liderada por Antonio Espinosa. Os militantes fieis a Lamarca ressuscitaram a VPR. Consumada a ruptura, Dilma foi encarregada de encontrar em São Paulo um abrigo seguro para o arsenal da VAR. Nesse tempo, a mulher de Carlos Araújo dividiu um quarto de pensão com Maria Celeste Martins na Avenida Celso Garcia, na Zona Leste. O banheiro era coletivo e as acomodações bastante precárias.
“Eu e a Celeste entramos com um balde”, contou Dilma numa entrevista à revista Piauí de abril de 2009. “Eu me lembro bem do balde porque tinha munição. As armas, nós enrolamos em um cobertor. Levamos tudo para a pensão e colocamos embaixo da cama. Era tanta coisa que a cama ficava alta. Era uma dificuldade para nós duas dormirmos ali. Muito desconfortável”. A ex-ministra continua: “Os fuzis automáticos leves, que tinham sobrado para nós, estavam todos lá. Tinha metralhadora, tinha bomba plástica. Contando isso hoje, parece que nem foi comigo”. Presa no início de 1970 com documentos falsos e armas de fogo, Dilma ficou três anos na cadeia.
A história de outros participantes do roubo foi resgatada pelo Grupo Tortura Nunca Mais: João Domingos da Silva morreu em setembro de 1969, depois de submetido a sucessivas sessões de tortura. Em abril do ano seguinte, quando o carro que dirigia foi cercado pela polícia, Juarez Guimarães de Brito matou-se com um tiro na cabeça. Gustavo Buarque Schiller atirou-se de um edifício em Copacabana em 22 de setembro de 1985.
Ana Capriglione e os herdeiros do governador nunca reivindicaram os milhões furtados. Os descendentes da guardiã da fortuna continuam jurando que o cofre estava vazio.

O roubo do cofre do Adhemar de Barros

Amanhã é a eleição. Muita gente não sabe do passado da Dilma, já que a campanha do Serra não se interessou em divulgar, sabe-se lá por quê. Mas ela foi terrorista ativa, mantinha uma organização secreta que queria derrubar o governo militar através de ações criminosas. Na verdade, não queria derrubar o governo, mas sim desestabiliza-lo, já que não houve um plano de golpe de estado, mas sim de terrorismo puro. Ao contrário dos verdadeiros patriotas que queriam a saída dos militares do poder, tomado através de um golpe, os terroristas não queriam a volta da democracia, mas sim a tomada do poder por outro grupo minoritário, e a instalação do comunismo no Brasil.
Para nossa sorte, os grupos terroristas não triunfaram e foram se esfacelando. Agora, no século XXI, eles tomaram o poder através das urnas, elegendo a esquerda, com o Lulla na cabeça de chapa. Lulla, que nunca foi terrorista, mas apenas um baderneiro. Aquele que nunca estudou, que ganhava as Assembléias no grito, e outras coisas que sabemos.
Mas em 2010 aquela turma de terroristas conseguiu colocar na cabeça de chapa um membro de seu grupo: a Dilma. Que pertenceu ao VAR-Palmares, que também teve outros nomes, que organizou ataques terroristas, e que, aliado com outros grupos, roubou e matou. Inclusive um irmão de um amigo do Português/Reinaldo, este meu grande amigo. Esse rapaz era soldado do Exército e foi morto por um grupo terrorista em São Paulo.
Nada disso foi divulgado na campanha do Serra, talvez porque ele próprio não quisesse se mostrar como contrário à ação desses grupos, já que ele estava exilado do país, à época. Acredito, até, que ele nunca foi muito contra essas ações, já que todos estavam do lado contrário da ditadura militar. E ainda acredito que ele deva achar que, se for contra o que a Dilma e outros terroristas fizeram, ele vai desvalorizar o seu passado de militante de esquerda.
Pode ser, mas o partido perdeu uma grande chance de desconstruir essa imagem "boazinha" da Dilma, de vovó afetuosa, que vai ao batizado do neto, cujo nome é Gabriel, o anjo. Acho que o Serra impediu o PSDB, e sua coligação, de destruir esse passado da Dilma, em nome de sua militância na juventude.
Perdemos a chance de mostrar quem, de fato, é a Dilma.
Uma terrorista, para quem os fins justificam os meios. Mesmo que os meios sejam assaltos, assassinatos, sequestros.