quinta-feira, 19 de maio de 2011

Palocci e o desgoverno petista



Estamos acompanhando essa "polêmica" envolvendo o Palocci. Ao mesmo tempo, tem a outra polêmica do livro que incentiva as crianças a falarem errado o português.
Li num texto que recebi por email que a autora desse livro já faturou, sozinha, 700 mil reais, fora os alguns milhões da editora. 
Quem serão essas pessoas tão afortunadas? São do PT? São amigas do molusco? São amigas do rei? Gostaria de escrever um livrete qualquer e já ter 500 mil cópias rodando. Como ouvi no rádio, nem o Paulo Coelho tem na edição inicial 500 mil cópias. O normal, para os grandes vendedores, é 100 mil. E para os normais, 5 mil, 10 mil. Ou seja, tem “gato” nessa história.
Parece, de fato, que existe uma “catequisação” do PT no Brasil. Eles não querem só o poder, eles querem se eternizar no poder. Aonde isso vai chegar? Nem o molusco sabe...
Agora veio o escândalo do Palocci. Por menos que a própria imprensa fale, é um verdadeiro escândalo. O Palocci não passa de um cidadão qualquer, sem grandes estudos econômicos ou empresariais, médico de formação, corrupto reconhecido pela Justiça de Ribeirão Preto, com amigos da mais baixa laia, como aquele advogado que patrocinava as festinhas na mansão de Brasília, com as meninas daquela cafetina de Brasília, não lembro o nome. 
Pois é. Esse sujeito diz que tem uma consultoria que, em 4 anos, pôde comprar 2 imóveis por 8 milhões de reais. Como alguém já falou na imprensa, quem tem 2 imóveis de 8 milhões tem, no mínimo, o mesmo valor em dinheiro. Guardado em algum lugar. Então digamos que essa empresa teve um lucro de 16 milhões em 4 anos. Fora as próprias despesas operacionais, como impostos, aluguel, funcionários. Aliás, pelo que a Folha levantou, a empresa só tem uma funcionária, que não sabe que negócios a empresa realiza... Mas uma empresa desse tipo conseguiu arrecadar no mínimo uns 20 milhões em 4 anos. Acho que nem a Microsoft!
Ou seja, é muito claro: é pura fachada! Só não se sabe se foi dinheiro de corrupção, tráfico de influência, ou até mesmo dinheiro de campanha da Dilma. E ninguém vai querer saber. Ou não vão deixar a gente saber o que houve.
Nós, brasileiros, somos uns boçais. Estamos engolindo essa turma petista e não fazemos nada. Ao contrário, até defendemos o PT e o molusco. Por preguiça, por incapacidade de brigar, por cumplicidade, por pena, dó, sei lá. Mas somos cúmplices. Já cansei de ouvir gente inteligente falando que foi bom o poder ir para o povo. Mas que povo? O molusco? Zé Dirceu? Palocci? Dilma?
Em qualquer país sério isso já teria acabado. Esse governo petista, desde o primeiro mandato do molusco, já teria caído. Ou pelo impeachment ou pelos votos.
Há cumplicidade do Executivo, já que são todos escolhidos “a dedo” pelo PT. Há cumplicidade do Legislativo, que quer “mamar” o leite deste país. Há cumplicidade do Judiciário, que não tem a menor vontade de se contrapor ao Executivo, porque também tem seus benefícios. Há cumplicidade do Ministério Público, que não cumpre seu papel de fiscal da lei. Há cumplicidade da imprensa, que ganha muito do governo, através de anúncios publicitários, e não tem o menor interesse em brigar com o Poder.
Isso vai cansando. Uma hora os poucos que ainda brigam vão desistir.
E nada vai acontecer ao Palocci, ao Zé Dirceu, ao Zé Rainha, ao Stédile, ao João Paulo Cunha.

domingo, 3 de abril de 2011

Santos 0 x 1 Palmeiras


Perdemos mais uma vez pros porcos. Vitória injusta, pois o jogo foi muito equilibrado.
Mas me chamou a atenção a violência do time do Palmeiras. Toda jogada difícil é na base da paulada. Dividida é chegar junto, e de preferência, machucar o adversário.
O pior de todos é o Kléber, aquele que joga com o cotovelo levantado. Já cansou de ser expulso por dar cotovelada nos adversários.
Hoje foi mais uma vez assim, e o bananão do juiz não fez nada.
É só ver a foto acima. Jogada normal? Para o juiz, sim.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Beatles Reunion


Meu grande amigo Português postou esse vídeo dos remanescentes dos Beatles de 1994.
É um encontro de amigos. Não tinha, claro, o John. Os 3 demonstram um carinho entre eles. Paul domina, claro, faz parte do DNA dele. Mas com respeito e amizade. É flagrante esse respeito, bem como também o é a amizade entre eles.
Penso como seria se o John estivesse vivo. Sei que houve alguns encontros entre ele e o Paul, o Ringo tocou em algum (ns) discos solos do John, o George também. O Paul, claro, não tocou em disco nenhum do John. Acho que por pura implicância da Yoko.
Voltando, acho que não sairia um encontro desses com o John vivo. Existia uma grande tensão entre ele e Paul. Inveja, ciúme, sei lá. O clima dos Beatles ficou muito ruim com a presença da japonesa. E com ela o John foi se distanciando. É só ver que a partir do Sargent Pepper´s a influência do John foi diminuindo. Tanto que os 2 discos de 1970, Let It Be e Abbey Road, só saíram por insistência do Paul. Sem ele os Beatles já tinham acabado antes.
Outro dia passou no Multishow HD 2 filmes sobre o John Lennon nos EUA, depois de 1970. Nitidamente ele estava perdido na vida. A Yoko desestabilizou completamente uma personalidade já um tanto instável. O filme recente The Nowhere Boy mostra como o John era difícil, e como ele era desestruturado. O Paul foi uma espécie de apoio fraternal na sua vida. Enquanto o Paul assim funcionou, o John tinha esse "corrimão" para se segurar. Com o casamento com a Linda, Paul deixou de ser a muleta, ou bengala, do John, que achou a Yoko para substituir. Num dos filmes do Multishow é mostrado o período em que o John se separou da Yoko, indo morar na costa Oeste. Perdido, bêbado, drogado, fez um disco ruim, não lembro o nome, ficou inexpressivo. Aí voltou para Nova York, voltou com a Yoko e ficou quase 5 anos dentro de casa, cuidando do Sean, recluso. Fez o Double Fantasy, em 1980, um disco de razoável para fraco, e aí foi assassinado. Logo depois que resolveu voltar para o showbizz.
De novo voltando, o John, com o apoio da Yoko, ou com sua ordem, não permitiria uma volta dos Beatles, nem que fosse para um encontro entre amigos.
Uma pena. Talvez o mundo fosse melhor se houvesse essa reunião.
Mas ver o filme do cinema e os 2 do Multishow me causaram um desconforto em ver como um cara genial, que criou a maior banda de música de todos os tempos, que mudou o mundo (se foi culpa deles, não sei, mas eles foram os protagonistas...), como pode um cara desses ser uma pessoa tão desestruturada e tão instável.
Pensamentos de uma segunda-feira de Carnaval...


domingo, 6 de março de 2011

O PIBãozinho


Nossa mal letrada presidente andou cantando vantagens sobre o PIB do Brasil de 2010, de 7,5%. É, parece bom, mas não dá pra esquecer que o PIB de 2009 foi negativo. Assim, em 2 anos, a média foi de mais ou menos 3,5%. Fraco, comparando com os países em desevolvimento, como China, Índia, Rússia e até a... Argentina.
E aquela besta do Lulla ganhou 200 mil reais para uma palestra em que ele só elogiou a ele mesmo. Pra sorte dele, a plateia era paga pela LG. Mas vai ter um dia que alguém vai dar a primeira vaia, que vai ser acompanhada por outras, e outras. Até ele sair de cena.
O Clovis Rossi fez um comentário muito bom na Folha de hoje. Vale a pena ler.
Nunca antes? Nada disso 

GENEBRA - Reinaldo Gonçalves é professor titular de economia internacional na Universidade Federal do Rio de Janeiro e um dos raros acadêmicos de esquerda que não se deixou cooptar por uma boquinha no governo ou até por menos, como um convite para jantar com os poderosos de turno.
Fez o que deve ser o papel do intelectual: mergulhou nos dados do IBGE e do Fundo Monetário Internacional para desafiar a propaganda governamental sobre as incríveis façanhas do governo Lula.
Montou tabelas que mostram o seguinte, em resumo apertado:
1 - Os 4% de crescimento médio do governo Lula colocam-no apenas em 19º no campeonato nacional de progresso econômico, entre os 29 presidentes desde a proclamação da República.
Perde, por exemplo, para Itamar Franco e José Sarney.
2 - Quando começou o governo Lula, o Brasil representava 2,9% do PIB mundial. Quando terminou o governo Lula, o Brasil representava 2,9% do PIB mundial. Portanto, estagnou na competição global. E ficou longe dos 3,91% de 1980.
3 - Em matéria de variação comparativa do PIB, no período 2003/ 2010, o Brasil fica em humilhante 96º lugar, entre 181 países. Está no meio da tabela e abaixo até da média mundial de crescimento, que foi, no período, de 4,4%.
4 - Em matéria de renda per capita, a do Brasil evoluiu de US$ 7.547 para US$ 10.894, entre 2003 e 2010. Mas a sua posição no ranking mundial só piorou. Estávamos em 66º lugar e caímos para 71º.
Só para cutucar o cotovelo dos "argentinofóbicos", a renda per capital da Argentina é cerca de 50% maior que a do Brasil, com seus US$15.064. E ela melhorou, do 61º lugar para o 51º.
Não quer dizer com toda a numeralha que o governo Lula foi um desastre. Ao contrário. Mas tampouco foi o milagre que a sua propaganda apregoa. Simples assim.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Quem é o idiota?


Outro dia comentei que uma prima minha tinha comprado um Honda Civic 2011, nos EUA, por 21 mil dólares. Isso não dá 40 mil reais. Aqui o mesmo carro custa uns 70 mil, ou quase o dobro. Muita gente fala que o preço aqui é alto por causa dos impostos. Nunca acreditei nisso. Afinal, nos EUA também se cobra imposto. A revista Época outro dia comparou os preços de alguns produtos no Brasil e em outros países. Claro que nós temos os maiores preços, seja no carro, seja no Big Mac, seja em livros, seja num laptop, seja até no valor da passagem de ônibus!
Estive na Europa no começo do ano e tudo lá é mais barato que aqui. Um lanche completo no Mac Donalds custa 6 euros. O metrô em Paris custa 1,1 euros. Entrar no Louvre (12 euros) é muito mais barato que andar no bondinho do Pão de Açúcar. Um jantar num restaurante em Paris fica uns 40 euros, o casal. Aqui...
E o salário lá é muito maior.
A França é um país com muitos impostos, assim como a Inglaterra. Tanto que os roqueiros ingleses foram morar nos EUA porque na terra deles o imposto é alto.
Portanto, não tem nada de imposto para justificar os preços altos brasileiros.
Aliás, um dia desses ouvi que o preço do carro aqui é alto porque... o brasileiro paga! Eu também já tinha lido que a remessa de lucros das montadoras é absurda.
Mas a pérola do dia foi a entrevista da múmia do Guido Mantega, na Folha. Respondendo sobre essa questão, vejam que ele responde, candidamente, que as montadoras no Brasil dão mais lucros que no exterior porque o Brasil não está em crise. Como ele é ingênuo, ou como ele pensa que somos idiotas.
Segue a parte idiota da entrevista da besta do Mantega... Depois respondam: quem é idiota, ele ou nós?

E as remessas de lucros? As montadoras, por exemplo, remeteram dez vezes mais do que investiram, pegando dinheiro do BNDES.
É um setor muito bem-sucedido. O Brasil passou pela crise mantendo uma indústria automobilística sólida. Eles fizeram investimentos.

Mas remeteram muito mais.
Porque as empresas aqui dentro foram lucrativas. Lá fora deram prejuízos e as matrizes pediram para remeter para preencher os buracos. Esse é o preço do sucesso. Ficou um desequilíbrio no balanço de transações correntes. Exportações subiram 30%, importações, 40%.

Mas as exportações foram mais de matéria-prima.
Não importa. É aquilo que no momento deu lucro. Apostamos na recuperação dos manufaturados. A defesa comercial vai ter atenção especial e haverá estímulo à exportação.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Abbey Road


Hoje na minha caminhada dominical matinal, não ouvi música, mas sim o CBN Esportes, que só estava falando da despedida do Ronaldo e quanto ele foi, ou é, importante para o futebol. Dá pra passar o tempo, apesar das bobagens que esses comentaristas falam.
Chegando em casa fiz um churrasquinho rápido, aproveitando o calor e a piscina. Aí estava ouvindo meu mp3 do celular no som da churrasqueira, tocando Beatles. Abbey Road.
Deve ser o melhor disco dos Beatles, do Paul McCartney e talvez do mundo pós-rock. Porque eu acho que os Beatles são pós-rock, eles criaram um outro tipo de música. É até difícil comparar os Beatles com os Rolling Stones, pois estes tocavam rock´roll, e os Beatles tocavam... Beatles songs.
O disco começa com Come Together. Dispensa apresentações, clássico Lennoniano de todos os tempos. Deve ter sido influenciado pela Let It Bleed, dos Stones, que fala em cumming alone (You can come all over me)... Grande música. Depois vem o clássico dos Beatles, Something, tem mais cara de Beatles que de George Harrisson. Já ouvi que é a música mais regravada da história. Merece. Em seguida, Paul e a Maxwell´s Silver Hammer, dentro da linha western do Paul nos Beatles, sequência do Rocky Racoon. Grande música. Outro Paul na sequência, Oh Darling. Grande rockinho anos 50, com ritmo de balada. O Le Nabô tocou, nos seus derradeiros momentos. Música excepcional. Depois vem Octopus´Garden, com o Ringo cantando. Dá até um nó na garganta ouvir, porque a música é bonitinha, tem o simpático do Ringo cantando, e é legal. I Want You, puro John, grande música, grandes variações, talvez com o dedo do Paul. Me lembra do filme Across
The Universe, que tem um grande clipe dessa música, do cara indo pro Vietnam, com o Uncle Sam chamando o cara: "I Want You"! Grande sequência. Here Comes the Sun, George baladeiro, com um excelente riff e verso: It´s allright! Gosto muito dela. Because, uma música mais forte, lentona, com um cravo como instrumento principal. Vocal típico dos Beatles, com várias vozes. Grande música. Depois Paul e seu pianinho, lindo, triste, mostrando um caminho final dos Fab Four. Dá outro nó na garganta: You Never Give Me Yor Money. O Paul era demais! Sun King é chata, lenta, dá pra pular, mas tem uma frase num spanglish-portuguese-italian esquisito. Acho que é coisa do John. Parece que vai começar Don´t Let Me Down, aí vira o Here Comes the Sun, e vai indo até apertar o next. Vai para Mean Mr Mustard, meio esquisita, mas com batida cara de Beatles White Album. Boa. Liga direto para Polythene Pam, com uma guitarra antiga, John no vocal, que pula rapidinho para She Came In Through The Back Window, Paul cantando, boa música, preparando a próxima, Golden Slumbers, linda, Paul num clima romântico, And I Will Sing a Lullaby. É aquela música do malabarista das bolinhas do Youtube. A música vai e vem, é grande música, melódica à la Paul. Ele estava inspirado. Liga direto com Carry That Weight, o refrão da música anterior. Metais, apoteótica. Em seguida, The End, curtinha, linda, forte, com o grande verso: And in the end, the love you take is equal to the love you make. E volta a melodia. Paul lírico, sarcástico, já brigando com a cobra japonesa. The end. Podia acabar assim, mas Paul volta com Her Majesty, uns 30 segundos, só pra fechar e não ter como última música o título The End.
Não sei se considero o melhor disco dos Beatles, porque é a última, tem o clima de tensão do Paul com a bruxa japonesa, mas é um dos 5 discos de todos os tempos. Não só de rock.
E viva os Beatles.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Walkman: Kings Of Leon


No fim de semana fui a Santos, de carro. Deu pra ouvir bastante música. O pendrive de 4 Gb carrega uns 40 álbuns. É espetacular isso! Antigamente tinha que ouvir cd por cd, 40 ou 50 minutos e tinha que pegar outro naquela "cdteca" enorme...
Bom, ouvi 3 álbuns do Kings Of Leon, uma banda da turma dos "indies", ou independentes.Quem me apresentou essa banda foi meu filho mais velho, Flávio, talvez para me tirar um pouco daquela linha rock pauleira anos 70... Eles tocam um rock meio básico, com muito peso, guitarras excepcionais, um baixo marcante e um excelente baterista.
São 3 irmãos e um primo da família Followill. O chefão é o vocalista e guitarrista Caleb. Grande voz, grande interpretação.
O primeiro álbum, de 2003, Youth and Manhood, é excepcional. O segundo, do ano seguinte, Aha Shake ..., é excelente, mas caiu um pouco em relação ao primeiro. O terceiro mostra uma evolução técnica, Because of the Times, 2007, e o quarto e último que ouvi, de 2008, Only by the Night, segue na mesma linha.
Um álbum normalmente tem umas 10 músicas. Dificilmente mais de 5 são boas, só nos grandes álbuns. No primeiro álbum, o KOL tem pelo menos 6 ótimas músicas, o que o classifica como ótimo álbum.
O segundo tem umas 4 ótimas, da mesma forma que o terceiro.
Uma coisa dá pra ver ouvindo na sequência os discos: a banda evolui, mas perde aquele viço da juventude. Isso é bom ou ruim? Não sei...
É uma grande banda.